domingo, 21 de outubro de 2012
Persistente
Um burro, dos que persistem em existir, que ainda não se refugiaram na Assembleia da República e, também por isso, dos que ainda são úteis. Muitos houve em Trás-os-Montes e em Pedome também, mas estes, os de quatro patas, tendem a desaparecer.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Bilhós
Agora que as temperaturas começam a baixar, as primeiras
chuvas de outono nos vêm visitar, as últimas colheitas têm lugar, é no fim das
cada vez mais pequenas tardes ou início das cada vez mais longas noites que
mais apetece no conforto da lareira, na companhia do lume, assar uns bilhós e provar a jeropiga.
A
seguir virá uma fatia de presunto, passará também por essas brasas, estendida
sobre uma crocha de pão de centeio, libertando em molho a sua alma que há-de
acompanhar um vinho tinto e juntos embalar-nos para a noite.
Ai, quem resiste a isto se entregar?
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Castanhas
Já começam a cair, misturando as estações do ano de uma forma a que não se estava habituado há alguns anos atrás.
As primeiras castanhas vêm no fim de setembro, às vezes com temperaturas ainda acima dos trinta graus. A visão da castanha como um fruto de outono, associada a chuva e tempo fresco tem tendência a alterar-se. Mas, mesmo assim, continua a ser uma actividade bucólica embora que "espinhosa".
E, no oásis que é Pedome, consegue-se ter vinho e castanhas nos mesmos terrenos. Brevemente haverá também azeite.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Trio improvável
Lá se diz por Pedome: "Do cerejo ao castanho, bem me amanho. Do castanho ao cerejo, mal me vejo".
Comprova-se de facto que as castanhas encerram o tempo da generosidade. É certo que depois virão os nabos, os dióspiros e as matanças, mas nada fará esquecer a abundância de setembro, com a diversidade e a quantidade de colheitas.
Fecha-se este ciclo com a amostra deste trio, improvável pela coincidência, mas real.
domingo, 7 de outubro de 2012
Vindima 2012 Conclusão
Ficou suspensa a meio, a vindima. Com as uvas tintas ainda por vindimar, sujeitas às arbitrariedades de São Pedro e outras ainda mais imponderáveis, com a branco já a escachoar na adega mas, sentindo-se órfão do irmão mais nobre, o Tinto!
Mas, correu tudo de feição, o tempo ajudou, as uvas que ficaram maduras já tarde, aproveitaram este verão já fora de época e, aliada à quantidade, parece abundar também a qualidade.
Mõe-se o bago, brota o suco, a lagarada supre à espera que o mosto queime o açúcar num ferver brando.
Depois, será tempo de encubar e, ao lume, de volta das castanhas, lá para os Santos, já dará a prova.
A ver vamos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Meia Certeza
Só meia, ainda não completa, mas a primeira etapa está concluída.
Por entre a quantidade, vai havendo alguma qualidade, mas não se espera muita graduação, pelo menos comparável com a do ano passado.
Dá gosto ver uvas bem criadas, sem maleitas, a prometerem, depois destes dias de alegria de vindimas, muitas outras alegrias vindouras, à sombra da árvore, a escorrer leve, fresco e frutado.
Foi-se o branco, venha o tinto.
Assim seja.
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