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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Colheitas



Sequência de um ano agrícola que vinha a ser muito generoso. Mas, eis que o São Pedro resolveu indignar-se e abrir as portas ou as torneiras da desgraça.
Um fim de verão com cara de inverno e consequências imprevisíveis.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Castanhas


Já começam a cair, misturando as estações do ano de uma forma a que não se estava habituado há alguns anos atrás.
As primeiras castanhas vêm no fim de setembro, às vezes com temperaturas ainda acima dos trinta graus. A visão da castanha como um fruto de outono, associada a chuva e tempo fresco tem tendência a alterar-se. Mas, mesmo assim, continua a ser uma actividade bucólica embora que "espinhosa".
E, no oásis que é Pedome, consegue-se ter vinho e castanhas nos mesmos terrenos. Brevemente haverá também azeite.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Colheita



Como habitualmente por esta altura, trago aqui o resultado das análises feitas ao vinho da colheita do ano anterior.
Ficam aqui duas provas, das uvas e do vinho. As uvas eram poucas, logo pouco vinho, a qualidade parece fabulosa. Tendo como referência as análises, a melhor de que há memória.
Nem tudo está em crise.
Estão convidados a provar: hip hip hurra!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Apresunte-se e avinhe-se



Diz-se que um homem é feito de vícios. Deve aplicar-se igualmente às mulheres, digo eu. Uns vícios mais saudáveis que outros, certamente. Também se diz que a algumas coisas se lhes perdoa o mal que fazem, pelo bem que sabem. Ainda, diz-se que em alturas de tempo frio nos devemos "apresuntar" e "avinhar".
Pois eles cá estão, lado-a-lado como é normal nas adegas dos transmontanos. E eu, com esta constipação que aturo, vou abusar dos dois.
Até já.

sábado, 2 de outubro de 2010

O Mosto

Prazer comparável ou quiçá maior que o beber, só mesmo fazê-lo. Idiota, dirão alguns, tem razão contraporão outros, menos decerto. Mas é assim que o sinto, tem que se viver para se compreender, da poda ao lagar, da pipa até ao copo. Todo ele recheado de caprichos, de pormenores e achaques que ao mínimo contratempo o afectam por completo. É assim o vinho, qualquer coisa o altera e depois é ele que nos altera a nós. Os franceses não usufruindo do nosso clima dizem que a qualidade vem do saber. Nós vamos aprendendo a usufruir desta dádiva. E como dizia o saudoso Zé das Bouças: "Maldita a geada que o tolhe".  Hip hip urra. Um brinde em tempos de mosto.