domingo, 23 de março de 2014

O Forno


A falta de capacidade para ter um forno próprio, a vontade de partilha ou quaisquer que fossem as razões que o justificassem, quase todas as aldeias tinham um forno comunitário, Pedome não é excepção.
Tendo sido já um local de grande importância, na altura da Páscoa principalmente, por causa dos folares, é verdade que a sua importância, à medida que os fornos particulares foram proliferando, desvaneceu-se. Se por um lado é um motivo de regozijo, pois a decadência da sua importância significa o aumento do poder económico dos habitantes locais, por outro sente-se a falta dos tempos de tertúlia à espera que os folares cozessem ou que o cordeiro, nos dias de festa, assasse.
Sinais dos tempos!
A Páscoa está a chegar, quem sabe não volta a funcionar, por uns dias que seja?

terça-feira, 11 de março de 2014

As casas



As casas de Pedome, como abrigos de pessoas pouco abastadas, nasciam de forma simples, utilizando os materiais existentes na zona e eram normalmente construídas com a ajuda de vizinhos e amigos. Começavam como espaços exíguos que depois iam crescendo em proporção da necessidade e dependendo da capacidade económica de cada um. Isto levava a que se juntassem vários anexos de formas e idades diversas, no mesmo espaço habitacional, tendo a vantagem de utilizá-los, separados da habitação principal, como arrumos e lojas para animais.
Pode ser discutível o arranjo urbanístico, mas é inegavelmente uma forma engenhosa de vencer as contrariedades criadas pelos parcos recursos e conseguir contornar as adversidades a quem por lá resistia.

Gente valente esta.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Entrudo


Está para breve o Entrudo. Depois do domingo gordo e antes da quarta-feira de cinzas, nos tempos em que terça-feira era feriado, em Pedome desfilavam uns caretos, vestidos com o que houvesse à mão para sair da normal rotina.
Este é um dos "entrudos" que vagueavam pelas ruas de Pedome num ano de que já não há memória.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.



Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.

Preparem as navalhas, os cestos e os lagares. Tirem as borras às pipas e aos tonéis que este vai ser um ano de valente colheita.
Se a isto se juntar, Água de Fevereiro enche o celeiro, então, agucem as foices e preparem as dedeiras que este vai ser, sem dúvida, um valente ano agrícola.
Palpita-me, pelo andar da carruagem que tenderá apenas a confirmar-se o mais fiel dos ditados populares:
Ano de muita erva, ano de muita me..a.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Rio Livre, Trás-os-Montes



Assim como a mudança do tempo, há também mudanças na blogosfera. Aumentando a abrangência do projeto, tentando chegar a um maior número de pedomenses e transmontanos em geral, eis que surge um novo blogue: Rio Livre, Trás-os-Montes.
Nascido da criatividade e imaginação do Zeca Soares, um novo espaço criado na diáspora, como ponto de encontro de todos os que gostam das terras de entre Tâmega e Rabaçal.
Um local a visitar.

http://portugalriolivre.blogspot.pt/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Neve de fevereiro




Depois de um janeiro que de geadeiro nada teve, segue-se um fevereiro que faz jus às suas qualidades: "Cada sulco um ribeiro".
Mas, como provérbio de fevereiro, nada melhor do que este, que inclusivamente, este ano, já se confirmou:
"A neve de fevereiro derrete-a a velha com um peido".