segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Interior
Pois é, deve ser um sinal de que afinal o país não é assim tão grande nem diversificado. Quem olhar para esta foto e não conhecer a região, até poderá pensar que se trata do Alentejo. Mas não, apesar do olival, de ser bastante plano e seco, é no concelho de Valpaços.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Evocação da Memória
Belas e simpáticas palavras de uma amiga.
Obrigado Dalila, até breve!
P.S. clickar na imagem para ver maior
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Depois do mosto, a castanha
Mesmo suspeito como sou, atrevo-me a dizer que Pedome é uma terra bafejada pela sorte, senão veja-se.
Ainda nem acabou o tempo das uvas, embora já haja mosto de qualidade e não é que já se apanham as castanhas? Grandes, bonitas e em quantidade.
Pelo meio os marmelos, que também é fruta de se deitar a mão com agrado. E este ano estão avantajados, tamanho XL.
E, como o tempo anda completamente aluado, ainda se apanham os últimos tomates, que nesta altura já estão bem coloridos e com tendência para o descaído, fruto do avançado da estação.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
O mosto
E como tinha ameaçado, as uvas já viraram vinho, pelo menos alguma delas. Para a semana há mais.
Cá fica o nosso tributo a Baco, em forma de Branco, Frisante, Moscatel e Verdelho.
Viva a pinga.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Chega-lhe o tempo
Este ciclo é infalível, por esta altura lá chega o tempo de serem cortadas. Pode ser o Verão menos quente, mais húmido, indiferente aos gostos de São Pedro, nesta altura lá estão, as que resisitiram, à espera que as colham.
E, hoje mesmo, vão "cair" algumas.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Novos Povoadores
Sentei-me à sombra do negrilho. Uma brisa amaciava os efeitos do saborreiro naquele fim de dia de Agosto. Passava à minha frente alguém com um feixe de labrestos, milhã e uns ramos de sangrinheira. Para os coelhos, disse-me. Espero que não morram, que os outros levou-os todos o chamorro. E ainda tenho que apanhar umas leiturgas para os recos.
Do outro lado vinha alguém de enxada ao ombro, da redra das vinhas e outro de fazer a derrega para regar com a água da poça, que no mês passado se tinha posto à vez.
E pensei, ainda se hadem sementar batatas nas Talas e pão no Cabeço. Háde-se atar de novo o pão, acarrijar e malhar, ouvir o barulho dos chedeiros dos carros a passar nas ruas e alguém de longe a afoutar aos bois.
Isto, antes de chegar a hora de meter as batatas ao pote, no exacto momento em que a lança de sol bate no louceiro que marca o ponto e o virar da manhã.
Havemos de sebar de novo os porcos e esbarar na carambina de Janeiro quando à faca os quisermos levar e chamuscar com fachucos de palha que ficaram guardados de véspera. Mas antes, nesse mesmo dia, háde-se beber aguardente e comer figos secos e nozes. Aguardente essa que fizemos todos, à volta do pote, languidamente à espera que pela vara fosse escorrendo lentamente e ficasse temperada ao gosto de todos.
No bolso, o côdeo que acompanhará com o rijão e um sibinho de chisquete, no tempo em que colesterol era uma palavra que para ninguém dizia nada. E no fim, se o houver, uma golada de tinto, das uvas das almas e do sabiel, dos lados do souto das morgadas, onde toda a gente sabe que as bruxas se reúnem, há-de-se molhar a garganta.
E a canalha, a jogar à bilharda, às ferreiras e a fazer pinchas-carneiras, à espera do toque das trindades e da derindaina certa, se à hora do taxo não estiver em casa.
Ao fim do dia, de roda da lareira, joga-se ao rapa, ao par ou pernão e as mulheres dobam, fiam, torcem e fazem carpins que hadem vender nos Santos de Chaves, para onde irão descalças, com as socas na mão, as quais serão calçadas já no Lameirão. E na volta, com uns euritos nos bolsos irão pagar os cortes de chita e de terilene que compraram a crédito nas feiras passadas.
Estes serão os novos povoadores, os que fazem o percurso inverso dos antepassados…
E, acordei…Ufff, sonhei que estava a sonhar com a Troika. Ou não?
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