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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A saga dos incêndios


Confirmou-se mais uma vez este ano que não há agosto sem incêndios. Quase no limite, no dia 30, eis que do nada surge um ruído estranho, tipo um motor de rega voador e com ele um ronceiro helicóptero. Fogo nem vê-lo!
Mas, uns instantes volvidos, regressa o helicóptero, agora já munido com o reservatório de transporte de água. Afinal o incêndio existia mesmo e no local mais improvável, Moreiras.
Eis que o helicóptero larga por três vezes a sua carga, entrega o controlo do incêndio aos bombeiros de Valpaços, acabados de chegar e regressa à base.
Assim se gastaram uns milhares de euros e se cumpriu a triste sina de agosto.

domingo, 15 de março de 2009

Quem diria. Nem se tinha ainda chegado ao meio de Março e aí estava o primeiro incêndio em Pedome. Um incêndio igual às outras dezenas que fustigaram o mato em redor nos últimos 30 anos. Começou no sítio do costume, na Fontinha e lá foi lavrando ao sabor do vento. Os suspeitos, os do costume.
Eram 19 horas quando começou e levou pouco mais de duas horas a que os bravos bombeiros de Lebução o conseguissem dominar.
Mas, eis que por volta da meia noite o desgraçado do incêndio se reacende. Na aldeia, a população cansada pela sementeira da batata ou abatida por mais uma derrota do Benfica, já dormia. Tocou a dois notívagos a preocupação. Desatam a telefonar para as entidades competentes e é aí que se percebe que viver no recôndito interior é um perigo.
De Vila Real, ao telefone diziam que não havia meios, os bombeiros de Lebução só trabalham de tarde, os de Valpaços estavam noutro incêndio e como o incêndio ainda estava a uns trezentos metros do concelho de Chaves, estes não poderiam intervir, nem sequer os da Castanheira que estavam a pouco mais de um quilómetro.
Perante a nossa incredulidade e persistência aconselharam-nos a ligar para a protecção civil de Valpaços que supostamente teria a jurisdição do assunto.
Aí então, veio ao de cima toda a inoperacionalidade do sistema. A Engª de turno responsável da protecção civil de Valpaços, depressa nos disse que não havia nada a fazer, não havia meios. Mostrando toda a incapacidade, seja por inutilidade própria ou por falta de autoridade que lhe permita fazer a coordenação dos meios, foi-nos claramente explicado que não havia mesmo nada a fazer. Perante os factos de que havia habitações em perigo, dada a proximidade, foi-nos então referido que seria contactado o Sr. Presidente da Câmara, o qual, por sua vez, deliberou que o assunto era dos Bombeiros que não havia.
Sorte a de Pedome que o vento mudou e o incêndio acabou por se extinguir senão o encontro do fim que este blog perspectiva, teria acontecido mais cedo.
Como diria o outro: E esta hem?