segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vindima




O São Pedro milagreiro, teve o dom de transformar alguma água em vinho. Quando já nada se esperava desta colheita, depois de forte trovoada e prolongada seca, eis que vêm uns dias de chuva, fazer o milagre da multiplicação ou, neste caso, da adição.
E assim, contrariamente ao que se esperava, a colheita foi abundante.
Não há nada mais generoso, apesar de inesperado, como a natureza: Sempre transforma em Certezas as colheitas mais Incertas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

As origens de Pedome





O CONCELHO DE BRAGANÇA

O primeiro nome dado à área que formou o Concelho de Bragança foi Benquerença.
Esta vila, foi trocada por D. Sancho I (1174-1211) com o Mosteiro de Castro de Avelãs pelas vilas de Pinelo e Santulhão. Preocupado com a defesa e com a povoação do Nordeste do seu reino, outorgou o Foral de Bragança em 1187.
Por causa dos privilégios concedidos neste Foral, D. Dinis, passado um século, determinou que a maioria dos Concelhos criados ou reconhecidos na região de Trás-os-Montes, receberiam as mesmas prerrogativas para prosseguirem. Deviam ainda seguir o foro e o costume deste Concelho. O Concelho de Bragança estava isento do pagamento de maninhadêgos, que era o imposto devido pela morte do homem ou mulher que não tivesse feito testamento deixando a herança a algum parente, ou que não tivesse filho, ou seja, herdeiro direto. O juiz e o saião não podiam entrar no Concelho. Os habitantes deste Concelho, para além do estritamente devido, não estavam obrigados a reverenciar nem os Nobres e nem os Clérigos; estavam isentos do pagamento de portagem sobre os produtos que produzissem e os fossem comercializar em qualquer parte do reino, e ademais, com a intenção de o povoar, o Rei permitiu que “servos, homizias e adúlteros poderiam nele se refugiar, que não seriam perseguidos.
O Concelho recebeu, ainda, vários privilégios que mais tarde foram adotados pelos outros Concelhos das proximidades.
O estabelecimento de Concelhos no Nordeste trasmontano tinha como objetivo, para além do povoamento, de diminuir o poder dos Nobres, e em particular dos Clérigos na região.
O grande proprietário de terras nessa área era o Mosteiro de Castro de Avelãs. D. Dinis necessitava povoar a região, pois tratava-se de local fronteiriço e que requeria uma ocupação efetiva. Ao mesmo tempo, o Monarca necessitava consolidar o seu poder nessas terras em que
os Clérigos eram os grandes responsáveis pelo início da sua ocupação.
Assim, era importante que o Monarca se preocupasse em diminuir o poder da Igreja na região e consolidasse o seu. O caminho encontrado para atingir os seus objetivos foi a criação de novos Concelhos e/ou o reconhecimento das comunidades existentes que já possuíam uma administração local. Essa administração podia ou não contar com o apoio dos Clérigos do Mosteiro de Castro de Avelãs.
Dessa forma, inicialmente o Monarca procedeu como D. Sancho I, ou seja, realizou algumas permutas de aldeias com o Mosteiro de Castro de Avelãs, para depois outorgar as Cartas Forais que tornavam as comunidades um pouco mais independentes das Outras Ordens. Mesmo que as aldeias viessem a voltar para o controle dos Clérigos, dificilmente seriam as mesmas, pois a introdução de práticas e costumes diferentes possibilitou a cristalização de novas características que seriam difíceis de serem alteradas.

Por Zeca Soares

Fonte :

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A banda - Arruada em Pedome

Embora um pouco tardio, pois a festa de agosto já foi há mais de um mês, fica aqui o atalho para um vídeo feito pelo Zeca, da arruada da banda de música em Pedome.
Esta volta pela aldeia, feita ao início da manhã, foi sempre um dos momentos altos da festa da Nossa Senhora dos Remédios.
Divirtam-se,

http://www.youtube.com/watch?v=MrZRzcjPBuc


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O primeiro Pedomense, por Zeca Soares

Os registos com menos de 100 anos encontram-se nas Conservatórias do Registo Civil de Valpaços, enquanto os mais antigos até 1750 acham-se no Arquivo Distrital de Vila Real.

Sabendo que a obrigatoriedade dos registos data de 1563, e que numerosas paróquias já os praticavam anteriormente, onde estão os registos desses anos todos ?
Ouvi dizer que certas igrejas guardaram os documentos ou estão na posse da Diocese de Vila Real da qual depende hoje a nossa freguesia, desde 1922 .

Expus esta dúvida ao Arquivo de Vila Real, eis a resposta à minha pergunta :

Ex.mo Senhor,
Em resposta ao solicitado informo que este Arquivo Distrital disponibiliza no seu sítio WEB (WWW.advrl.org.pt), toda a documentação da paróquia de Lebução, entre os anos de 1749 e 1903, para leitura "online".
Com os melhores cumprimentos.
Paulo Mesquita Guimarães
Diretor


Em todo o caso exponho aqui, como já tinha dito no meu anterior post, este primeiro Pedomense nascido em 1769 com uma letra perfeita. Encontrei outro com mais uns anitos mas a escritura era pouco visível...


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Bastardo (Ruço)



Quem ler só o título deste post, poderá pensar que o texto se trata de algum filho ilegítimo de um português e alguém de leste. Nada de mais errado. Trata-se apenas de uma casta muito típica por Pedome, o Bastardo Ruço. Uns são filhos, outros enteados e outros bastardos, nesta caso ruço, pois existe também o bastardo legítimo, que é preto. Parece um contrassenso, mas não, as uvas provêm sempre de progenitoras castas, por isso os bastardos são tão legítimos como os outros.
Estas uvas, para além de terem um sabor excelente, são ricas em açúcar, quando maduras, sendo o vinho proveniente delas, de alto teor alcoólico.
Esta está a pedir que a cortem.