segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mês do Advento



Voltam os dias curtos, os dias que parecem finar-se, cedendo espaço ao escuro anunciado pelo crepúsculo. As longas noites que parecem não ter fim, , finarão também, num ciclo que se sabe terminar daqui a um mês, por imposição das regras de translação dos planetas.
É neste tempo, no mês do advento, que em Trás-os-Montes se racham as fragas com água e vento.
E, mais um ano a confirmar o ditado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Serviço de Urgências


Longe vão os tempos em que uma apendicite, caso de faltasse o dinheiro para o táxi, tinha que esperar pela carreira que transportasse o doente para o hospital de Chaves, a mais de vinte quilómetros de distância, a menos que houvesse uma alma caridosa que desse boleia.
Hoje, com muita frequência, talvez demasiada, vê-se e ouve-se passar a ambulância do INEM. Um excelente serviço, que, tal como o hospital, esperemos que se mantenha.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tempo de Rocas


Com este tempo é mesmo o que apetece. No intervalo do rebusco, por entre as pingas dos pinheiros, às rocas, cardielas e afins. Alguns com mais sorte até um niscarrito dos castanheiros conseguem.
Depois, já em casa, assar umas castanhas e acompanhar os bilhós com um copito de jeropiga e depois de passar um sibinho de presunto nas brasas, aproveitar para provar o vinho novo.
Mai nada.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Colheita de Incertezas


E, eis que um dia, surge a oportunidade de revelar a certeza que é a edição de um segundo livro.
Menos de um ano e meio depois de Na Demanda do Ideal, surge agora, Colheita de Incertezas.
A apresentação, a revelação da colheita, será a 17 de Novembro de 2012.
Estão todos convidados. Gostava muito de vos ter por perto.

Armando Sena

domingo, 21 de outubro de 2012

Persistente


Um burro, dos que persistem em existir, que ainda não se refugiaram na Assembleia da República e, também por isso, dos que ainda são úteis. Muitos houve em Trás-os-Montes e em Pedome também, mas estes, os de quatro patas, tendem a desaparecer.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bilhós




Agora que as temperaturas começam a baixar, as primeiras chuvas de outono nos vêm visitar, as últimas colheitas têm lugar, é no fim das cada vez mais pequenas tardes ou início das cada vez mais longas noites que mais apetece no conforto da lareira, na companhia do lume, assar uns bilhós e provar a jeropiga.
A seguir virá uma fatia de presunto, passará também por essas brasas, estendida sobre uma crocha de pão de centeio, libertando em molho a sua alma que há-de acompanhar um vinho tinto e juntos embalar-nos para a noite.
Ai, quem resiste a isto se entregar?