sábado, 2 de outubro de 2010

O Mosto

Prazer comparável ou quiçá maior que o beber, só mesmo fazê-lo. Idiota, dirão alguns, tem razão contraporão outros, menos decerto. Mas é assim que o sinto, tem que se viver para se compreender, da poda ao lagar, da pipa até ao copo. Todo ele recheado de caprichos, de pormenores e achaques que ao mínimo contratempo o afectam por completo. É assim o vinho, qualquer coisa o altera e depois é ele que nos altera a nós. Os franceses não usufruindo do nosso clima dizem que a qualidade vem do saber. Nós vamos aprendendo a usufruir desta dádiva. E como dizia o saudoso Zé das Bouças: "Maldita a geada que o tolhe".  Hip hip urra. Um brinde em tempos de mosto.

5 comentários:

José Doutel Coroado disse...

Caro Armando,
que a beleza deste mosto se transforme numa óptima "pinga".
Pelo trabalho que nele se investe não se pode esperar menos...
abs

trepadeira disse...

Este ainda tem ar de doce.
Um abraço,
mário

Mário J. disse...

O mosto tem uma boa aparência, espero que a pinga seja da melhor como noutros tempos, ou será que não ficas-te com os livros? penso que sim, depois quero prová-lo.
Um abraço

smvasconcelos disse...

Eu concordo contigo,tão bom quanto beber é fazer (sim, eu já pisei as uvas há muitos anos, e foi uma sensação que ainda hoje retenho, assim como gosto do mosto).
Que dê um bom vinho!:))
beijos,

Vítor Loureiro disse...

Como diz o amigo Doutel Coroado,que seja uma boa pinga, e já agora também fizeram jeropiga para as castanhas que se avizinham?
Saudações